Pro Nobis Editora

Chequebook of the Bank of Faith é o título original de uma coletânea de textos que Spurgeon escreveu para serem lidos diariamente. Os devocionais foram escritos em um tempo muito difícil de sua vida. Ele estava envolvido em uma controvérsia teológica que lhe causara muita tristeza, quase o afogando no pântano do desânimo. Seu  testemunho é claro: “Comecei essas porções diárias enquanto nadava nas ondas da controvérsia. Desde então, fui lançado às águas para nadar — águas que, não fosse a mão defensora de Deus, se provariam mortais. Muitas
são as tribulações que, cercando-me, tenho de suportar”.

Spurgeon encontrou em Deus a paz naquele vale sombrio. Ele sabia que as promessas de Deus são botes de salvação no mar das aflições. O Senhor é refrigério para a alma cansada. Pensando nisso, ele escreveu meditações diárias com base nas promessas de Deus, com o propósito de encorajar outros que estivessem passando por semelhantes aflições. Com vistas a enfatizar a relação entre promessa e fé, Spurgeon elaborou a ideia de um talão de cheques no banco da fé. A promessa de Deus deve ser vista como uma realidade. Existe um banco de riquezas insondáveis, um banco acessível aos filhos de Deus. A oração funciona como um homem que apresenta um cheque no banco. Ele deve crer que receberá porque aquele que fez a promessa (que emitiu o cheque) é fiel. A bênção está disponível a quem confia em Deus. As promessas devem ser recebidas e endossadas pela fé. Pedir e esperar pela fé são deveres espirituais dos que creem nas promessas do Altíssimo. “Se o homem chegou ao banco do céu na data certa, receberá a quantia prometida de uma só vez. Se a data é posterior, ele deve esperar pacientemente até a sua chegada; mas, enquanto isso, esse crente pode contar a promessa como dinheiro, pois o banco certamente pagará quando a hora certa chegar”, escreveu Spurgeon.

A linguagem “talão de cheques no banco da fé” soa estranha aos nossos ouvidos. O Brasil é um dos países em que a teologia da prosperidade cresceu bastante nas últimas décadas. Seus proponentes usaram textos bíblicos como pretexto para sustentar suas crenças e práticas — crenças e práticas que se revelam diametralmente opostas ao Evangelho. Promessas bíblicas foram distorcidas e, uma vez descontextualizadas, serviram para alimentar a ganância de muitos. Spurgeon jamais apoiaria a teologia da prosperidade, que, na prática, transforma o Evangelho em um balcão de negócios, na medida em que promete o que Deus não prometeu: prosperidade financeira em nome da fé.

Portanto, a fim de não associar o título original a falsas teologias em voga, decidimos dar um novo nome à edição em português: Cultivando a piedade — título mais adequado ao nosso contexto e que capta o coração do livro, pois as mensagens enfatizam o crescimento na fé e na piedade como uma marca do verdadeiro cristão, que se mostra firme nas fiéis promessas do Senhor.

— Judiclay Santos, fundador e diretor da Pro Nobis Editora. Serve como pastor titular da Igreja Batista do Jardim Botânico (RJ) e é professor de História da Igreja no Seminário Martin Bucer, em São José dos Campos/SP.

Peso 0.610 kg
Dimensões 23 × 16 × 2 cm
Páginas

402

Avaliações

Não há avaliações ainda.

Apenas clientes logados que compraram este produto podem deixar uma avaliação.

Cultivando a Piedade – Charles H. Spurgeon
R$56,20
Rated 0 out of 5

Disponível