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Benjamin Keach (1640-1704), o teólogo batista

Benjamin Keach foi o principal teólogo batista de sua época, semelhante, em grau de importância para sua denominação, ao que Richard Baxter foi para os presbiterianos ingleses e John Owen para os congregacionais.

Keach nasceu em 29 de fevereiro de 1640. Seus pais, John e Fodora Keach, eram um casal anglicano que, na época, residia em Stoke Hammond, no norte de Buckinghamshire.5 Criado como um anglicano, juntou-se aos batistas gerais quando contava com apenas quinze anos. Três anos depois de seu batismo como crente, ele foi chamado para pregar na congregação batista geral.

Casou-se com Jane Grove, dos quais três sobreviveram à infância. Um deles, Elias Keach (1667–1701), foi um dos principais líderes dos batistas na Filadélfia, EUA.

Nos turbulentos períodos de perseguição na Inglaterra (1660 – 1680) foi preso e levado a julgamento em 8 de outubro de 1664. Keach foi considerado culpado, preso por duas semanas e multado em vinte libras — naqueles dias, uma quantia considerável para um pobre pregador batista.

Mudou-se para Londres em 1668. Foi nesse tempo que ele foi ordenado ao pastorado. Conheceu os pastores Hanserd Knollys, fez o segundo casamento de Keach (em 1672, com Susannah Partridge) e William Kiffen, cuja influência levou Keach a abraçar as doutrinas da graça.

Keach foi um ativo plantador de igrejas no sul da Inglaterra e também um mestre de teologia, tornando-se o mais influente teólogo batista do século XVII. Foi um ardoroso defensor da perspectiva calvinista da salvação

Escreveu o primeiro tratado batista especificamente dedicado ao governo eclesiástico, The Glory of a True Church and its Doctrine display’d (1697). Seu último grande trabalho, Gospel Mysteries Unveiled, publicado é uma série de sermões sobre todas as parábolas de Cristo.

Keach foi “o primeiro a introduzir o canto regular de hinos no culto normal de uma congregação inglesa” (Hugh Martin). Os presbiterianos ingleses e os congregacionais cantavam apenas os Salmos. Os batistas gerais e os quakers rejeitavam qualquer forma de canto congregacional.

No verão de 1704, Keach faleceu. A seu pedido, Joseph Stennett pregou um sermão baseado em 2Timóteo 1.12: “porque sei em quem tenho crido, e estou certo de que ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele dia”.

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Sobre a obra “A Glória da Verdadeira Igreja” Keach escreveu na introdução:

“[…] nossos membros e um de nossos pastores pediram-me que escrevesse um pequeno e simples folheto a respeito dos princípios e da disciplina de uma igreja evangélica, para que todos possam não apenas conhecer nossa fé, mas também vejam nosso proceder nesta matéria. É verdade, esse texto (embora simples) é [bem] curto, mas talvez sirva de inspiração para que outros falem sobre este assunto de forma mais elaborada. Certamente a ignorância dos princípios e disciplina causa mais que pequenos problemas e desordens na Igreja. Se este material se tornar uma prevenção a isso, ou for de proveito para qualquer um, que Deus receba a glória – e eu tenho meu fim,

Que sou vosso, Benjamin Keach, Agosto de 1697″

 

Peso 0.200 kg
Dimensões 21 × 14 × 1 cm
Páginas

144

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